

Na tarde de ontem, faleceu uma jovem mãe após um mês na UTI. O motivo? Trombose no intestino. Uma complicação que não foi percebida, após uma cesárea eletiva.
O obstetra de confiança dela, a convenceu de que era necessária uma cesárea devido ao cordão do bebê estar enrolado em seu pescocinho, o que segundo ele, seria fatal. A cesárea foi agendada e lá foi ela. Nem teve tempo para curtir seu bebê.
(Veja aqui a lista de “falsas” indicações para cesárea.)
Alguns poderão dizer: Mas ela não morreu da cesárea. Sim, pode ser. Mas se o médico dela não tivesse indicado a cesárea por circular de cordão, essa mulher teria percebido as dores da trombose e talvez estivesse viva hoje. Se a trombose foi ou não causada por falha no procedimento obstétrico eu não sei. Mas sabemos que a cesárea é uma cirurgia de grande porte e que tem de 3 a 4 vezes mais riscos de morte para mãe/bebê do que um parto normal.
É por esse tipo de resultado e também por outros motivos, que eu não acompanho cesáreas eletivas em mulheres e bebês saudáveis. Não posso compactuar com um sistema que subjuga a mulher, seu corpo e a faz acreditar que o parto normal é algo perigoso, horrendo e a convence que uma cirurgia de grande porte é mais saudável e mais segura.
Sim, sabemos que há muita violência obstétrica no atendimento ao parto normal. Mas a cesárea eletiva também é uma bruta violência com mãe e bebê. Então cabe a cada um de nós, exigir nossos direitos e denunciar toda e qualquer violência obstétrica.
Mulheres, deixo aqui meu apelo. Se informem dos riscos, se empoderem, procurem uma equipe que respeite você, seu bebê e seu corpo nesse momento tão especial.

